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Entrevista A João Silvestre

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Você viajou em todo o continente africano, no entanto a toda a hora procura fugir dos clichês. O que encontraremos em seu livro Um milhão de pedras, o primeiro que escreveste e que de imediato leva dez edições? Um retrato real da África. Um milhão de pedras é um quadro exigente, sem lirismos falsos, uma imagem sem maquiagem ou fotoshop tomada ao pé da via, uma narração direta de que forma são as suas gentes, hospitais, polícia, os animais e regimes políticos.

Ao mesmo tempo é o relato de uma transformação pessoal, do eu sedentário, que se torna um eu nômade, o segundo vai engolindo poeira. Mas é assim como um testemunho de esperança, de carinho, de convicção no futuro e nas pessoas.

Se estou vivo é pelo motivo de os anjos existem. E são de carne e osso. Você tinha qualquer objetivo em mente, ou o fez por pura aventura? A viagem africano surge por acaso. Meu intuito era e é a literatura. Deixei de trabalhar pra poder digitar outro livro.

Pensei numa novela. O de ir para o Quênia foi imprevisto. Me fez uma reportagem sobre isso uma ONG e uma vez lá, busquei uma moto pra dar uma volta. Como não alugavam e tinha o dinheiro de uma indenização por um acidente, eu comprei uma BMW R80 GS, a princesa do livro, e uma vez a respeito de ela, pensei ¡

  • dez – Levar coisas desnecessárias em sua bagagem
  • Para perceber a Costa Rica não é preciso nenhum tipo de vacinação
  • a Terra e A Lua
  • 1783-1807: Papel do Tratado de Jay[editar]
  • (em inglês)no Site do autor
  • Diga, morena (Remix)

Vamos ver um pouco nesse continente! – Me e fui até a Cidade do Cabo, e de lá pra Maputo. E, mais tarde, de Lisboa a Dakar e de lá para Bamako. A idéia do romance desapareceu por completo porque me dei conta de que o melhor argumento possível estava acontecendo diante dos meus olhos. A ficção fica pálida diante da realidade africana ao nível do chão. Qual foi o curso específico? Países cruzados foram Quênia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe, África do sul até Joanesburgo, daí a Botswana, Namíbia, África do sul até a Cidade do Cabo, Lesoto, Suazilândia e Moçambique. Esse foi o percurso desde o Equador até o Cabo da Boa Esperança e do Oceano Índico, em Dar-es-Salaam, no Atlântico, em Swakopmund.

Essa viagem foi em ziguezague e cruzei 5 vezes o Trópico de Capricórnio. Logo após, a começar por Portugal, saio de novo e ando Marrocos, Saara Ocidental, cruzo o Trópico de Câncer, ando Mauritânia, Senegal e Mali. No total, por volta de 15.000 quilômetros de floresta, savana, montanhas e desertos, a partir da África francófona e anglófona e portuguesa.